A Irmã Madre Eugénia Ravásio

A Madre Eugénia Ravásio,  nascida em San Gervasio d’Adda no dia 4 de Setembro de 1907 , na província de Bérgamo – Itália foi uma religiosa italiana, vidente e mística, a única que recebeu revelações da parte de Deus Pai e as quais foram devidamente reconhecidas pela Igreja Católica.

O Pai Fala aos Seus Filhos” foi a única revelação conhecida do Pai Celestial feita pessoalmente a algúem e reconhecida como autêntica por parte da igreja, após dez anos de rigorosíssimos exames. É digno de nota o facto de que o Pai Celestial – em 1932 – tenha ditado à Madre Eugénia esta mensagem em latim, língua totalmente desconhecida para ela.

Originária de uma família de camponeses, conheceu muito cedo o sofrimento e sobreviveu, depois de um milagre obtido pelo seu avô junto da Santíssima Virgem, que ela própria vê. O seu avô dá muita importância à oração na família e vai-lhe dando preciosos ensinamentos, que ajudam a criança a crescer religiosamente. Um dia, mostrando-lhe o rio Adda, disse-lhe:

– “Olha para a água, ela corre e afasta-se, se parasse seria um pântano de água estagnada. Assim sucede com os teus sofrimentos, as tuas lágrimas e as tuas lutas: elas passam, não as pares. Tudo passa, oferece a Deus e aceita cada dia a Sua Vontade. Não olhes para a pessoa que te causa o sofrimento. recebe-o das Suas mãos, nada é por acaso; Deus segue as Suas criaturas passo a passo. Ele nos ama mesmo se nós não compreendemos todos os porquês. Coragem, segue sempre em frente e espera que o sofrimento passe”.

Recebeu apenas a educação elementar. Depois de passados vários anos a trabalhar numa fábrica, precisamente oito anos de trabalho,  aos 20 anos sentiu o apelo de entrar na Congregação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora dos Apóstolos. Foi nessa mesma congregação religiosa que Eugénia Ravasio desenvolveu a sua extraordinária personalidade carismática, tendo chegado a ser eleita Superior Geral com apenas 28 anos de idade.

No Convento, novas dificuldades. Ela pensa que não se pode pretender que todas sejam santas no Convento, pois a santidade obtém-se lutando e conquistando novas vitórias, a pouco e pouco. Compreendeu que não se deve julgar, que se deve permanecer unido a Deus e observar os regulamentos sem andar a ver se as outras os observam; cada uma responde por si mesma diante de Deus com as suas próprias responsabilidades. Está convencida de que deve ser caridosa para as outras e ajudá-las nas suas necessidades. Deus dar-lhe-á forças para isso: “Coragem, pois, e em frente!”

À parte das suas qualidades espirituais, todo o seu trabalho na área da responsabilidade social já lhe bastava para assegurar um lugar na História. A sua instrução não passa da terceira classe e agora que tem de lidar com várias línguas e muitos problemas, a sua confiança em Deus é ainda mais forte e Deus ajuda-a. Quando é preciso, fala todas as línguas, incluindo o latim com os sacerdotes. Escreveu também vários livros de instrução religiosa. Em doze anos de atividade missionária, foi responsável pela abertura de 70 centros – cada um deles com uma respectiva enfermaria, escola e igreja – nos mais remotos locais da África, da Ásia e da Europa.

Foi a responsávelEugenia pela descoberta do primeiro medicamento para a cura da lepra, extraído a partir de uma planta tropical. Este mesmo medicamento foi posteriormente estudado e melhor desenvolvido pelo Instituto Pasteur, em Paris. Foi também quem encorajou o apostolado de Raoul Follereau, que, seguindo os passos da fundação de centros promovida pela Madre Eugénia, tornou-se no apóstolo dos leprosos.

Durante o período 1939-41 ela mesma concebeu, definiu e executou o frutuoso projecto de uma “Cidade dos Leprosos” em Azopte (Costa do Marfim). Esta mesma “cidade” era composta por uma área de 200.000 metros quadrados na qual se cuidava, de modo particular, todos os doentes com lepra.

MÃE DOS LEPROSOS

O único guia de todo o seu fervor é o Amor a Deus, pode-se encontrar este impulso em todas as suas obras, sem qualquer medida que possa avaliar as suas possibilidades e as reações à sua volta.

Em 1939, em África, encontra os leprosos relegados para a ilha Désirée, na Costa do Marfim. As pessoas da aldeia, aterrorizadas com este mal, transportam-nos para a ilha donde não poderão escapar, abandonados aí à doença, à solidão e ao desespero. A Madre Eugénia vai ter com eles e pergunta-lhes:

“Que gostaríeis de ter? Falai à vontade, amo-vos e gostaria de vos ajudar. Farei tudo o que puder para vos ajudar, não desespereis. Prometo-vos que voltarei o mais depressa possível”.

E toca-lhes, sem temer o contágio, para lhes provar o seu amor.

Raoul Follereau conta este episódio na sua Autobiografia “A única Verdade é Amar”. Ele diz: “A ilha Désirée, com a sua luxuriante vegetação, feita para a felicidade, para o repouso e para a paz, este paraíso terrestre é, contudo, um lugar de inferno porque é habitada por seres marcados pelos mais horríveis sofrimentos… “

“Foi perto dela que um dia pousou o hidroavião da Madre Eugénia e então estes ‘malditos’ viram também descer do céu a Missionária da Caridade. Ela sorri, estende as mãos, fala-lhes, escuta pacientemente a sua pobre história, cada um mostra-lhe as suas feridas e explica-lhe a sua miséria”.

Contra todas as dificuldades, a Madre Eugénia descobre como conciliar os regulamentos sanitários com a impressão de liberdade: construir-se-á a cidade dos leprosos em plena floresta virgem e assim eles poderão andar à vontade na cidade, terão verdadeiramente a impressão de estar livres, uma cidade onde não mais serão tratados como animais, mas sim como homens, com todo o respeito e a dignidade que merecem. Tudo isto, hoje, parece muito simples, mas em 1939 era um projeto revolucionário e as pessoas diziam: “É um sonho. uma utopia, uma quimera; esta mulher é generosa, claro, mas não sabe o que faz, a sua caridade fá-la ultrapassar os limites do possível… “

MADRE EUGENIA LANÇA FOLLEREAU A FAVOR DOS LEPROSOS

Follereau

Raoul Follereau

A Madre Eugénia confia as suas preocupações, com uma voz vibrante e indignada a Raoul Follereau, que nesse momento estava escondido no seu Convento por causa da perseguição alemã. Diz-lhe:

“Na Europa, fazem guerra! Mílhões de francos para bombas e canhões! E ali os seres mais pobres do mundo morrem de fome e de negra miséria. Rapazes de doze anos sem mãos, desfigurados, que dormem nas lixeiras. Mulheres novas, enlouquecidas pela fome. E nós brincamos às guerras! Quero construir uma cidade na floresta africana onde os leprosos não sejam tratados como animais. mas sim como homens, com todo o respeito e dignidade que merecem… “

Follereau sentia na voz da jovem Irmã uma vontade enorme e decidida a tudo fazer e diz-lhe: “Minha Madre. continue o seu trabalho, que eu vou ocupar-me do dinheiro”. A partir desse momento deixou corajosamente o Convento sem se preocupar com a perseguição.

Passados 10 anos, em 1950, a cidade está pronta, com a boa vontade de muitas pessoas e a confiança que a Madre Eugénia transmitiu e manteve, realizando-se assim o sonho impossível — e de tal modo se desenvolveu que se transformou no Instituto Nacional da Lepra da Costa do Marfim.

A França atribuiu-lhe a Coroa Cívica, distinção concedida a Obras de reconhecido caráter social. Esta foi a maior honra nacional dedicada ao trabalho social, em plena Congregação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora dos Apóstolos, na qual a Madre Eugénia foi Superiora Geral desde 1935 até 1947. Com a confiança que a Madre Eugénia tinha em Deus e o desejo de ajudar estes doentes, descobriu um novo medicamento, que o Instituto Pasteur de Paris aperfeiçoou, dando deste modo um novo impulso à Ciência.

O seu legado mais importante deixado até nós foi a Mensagem de Deus Pai (O Pai fala aos Seus filhos), a única revelação privada feita pessoalmente por Deus Pai, e reconhecida como autêntica por um bispo da Igreja Católica depois de dez anos de uma rigorosa análise e investigação.

O livro com as mensagens “O Pai fala aos Seus filhos” pode ser baixada AQUI.